Revisão Geral

Periodicamente, todos os carros precisam passar por uma revisão veicular completa para verificar em que situação estão as peças. Por isso existem as garantias, assim é garantido que a revisão será feita para evitar acidentes por falhas e também providenciar a melhor performance na pista. O veículo é avaliado de forma geral – passando por todos os sistemas críticos.

A revisão veicular é a verificação periódica e completa de todos os sistemas, peças e dispositivos do automóvel. É, basicamente, o acompanhamento preventivo da “saúde” do seu carro – um checkup. A revisão garante que tudo está conforme o esperado para que o carro circule com segurança e atinja o melhor desempenho possível.

Também deve ser feita quando é identificado algum sintoma de problema que pode envolver vários sistemas e só pode ser diagnosticado presencialmente.
Independentemente do veículo ser novo, seminovo ou usado, a revisão irá assegurar que o carro funcione eficientemente e previne que as peças sofram desgaste prematuro. Veículo saudável te poupa tempo, dinheiro e dores de cabeça.

É diferente de vistoria automotiva, inspeção feita em itens que asseguram que o veículo é original e tem condições de circular com segurança dentro das determinações da lei. O propósito principal nesse caso é identificar adulterações dos padrões de fabricação do veículo. Normalmente é realizada para transferência de veículos e contratação de seguros.

2. QUANDO DEVE SER FETA A REVISÃO VEICULAR?
A periodicidade da revisão pode ser medida de duas formas: pela quilometragem e pelo tempo de uso. Afinal, você pode ter o carro há um tempo, mas usar pouco – isso impacta nas condições das suas peças. Cada montadora tem suas regras a respeito das revisões obrigatórias e pode variar de modelo a modelo. É importante verificar essas informações no manual do carro para não perder sua garantia. Lá também você irá encontrar quais serviços e peças devem ser trocados nas concessionárias e quais você pode fazer em outros prestadores de serviços, se desejar.

Pela quilometragem, é aconselhável que a revisão seja feita a cada 10 mil quilômetros. Por período, sugerimos que você leve o seu carro a uma revisão a cada 6 meses, em especial se não tiver certeza da quilometragem rodada. Atenção, os prazos exatos para cada revisão devem ser verificados no manual do carro, os períodos e quilometragens apresentados são indicativos médios.

3. O QUE É FEITO EM UMA REVISÃO VEICULAR?
Durante a revisão, são realizados alguns processos que tem o objetivo de avaliar as condições gerais de funcionamento do carro. Para que a performance do seu veículo seja eficiente, são feitas várias calibragens e reparos que garantem o melhor rendimento de todas as peças. Se for necessário, podem ser substituídos o óleo de motor, os filtros, as velas, as luzes, peças do sistema elétrico, os freios, as correias, os equipamentos de segurança, pneus e até componentes do motor.

Se quiser mais detalhes, abaixo há um levantamento de todos os serviços que devem ser feitos no seu carro quando passa por uma revisão veicular completa.

a) Sistemas de Motorização: O motor e seus auxiliares.

i. Qual é a função dos sistemas de motorização?
O sistema de motorização do carro é tudo que envolve o funcionamento do motor. A principal função do motor é transformar combustível em energia mecânica por meio da combustão. Possui sistemas auxiliares para garantir que permaneça em boas condições e funcione de acordo com o esperado. O arrefecimento garante que o bloco mantenha a temperatura ideal de trabalho. A lubrificação faz com que as peças se movimentem com menos atrito, evitando o superaquecimento e o rompimento dos componentes.

ii. Quais os riscos de circular com os sistemas de motorização com defeito?
O motor é o coração do seu carro. Por isso que são envolvido pelo menos mais quatro sistemas no seu funcionamento: arrefecimento, lubrificação, elétrico e exaustão. Todos eles foram desenvolvidos para auxiliar, potencializar e cuidar do motor. Problemas no próprio motor ou nesses sistemas podem fazer com que o carro simplesmente não ligue ou cause acidentes mais graves caso aconteçam com o veículo em movimento.

— Riscos do mau funcionamento da lubrificação
O atrito entre as peças que o motor gera em seu funcionamento pode causar seu rompimento e também superaquece o sistema, propiciando a quebra ou derretimento das partes. Peças quebradas ou fundidas não funcionam. Ou seja, seu motor está quebrado e vai precisar de uma retífica – que pode ser o maior pesadelo do motorista (em especial do seu bolso!). Por isso o perfeito funcionamento do sistema de lubrificação é essencial.

— Riscos do mau funcionamento do arrefecimento
Já a função do arrefecimento é manter a temperatura ideal do motor ideal para o funcionamento. Se há problemas no arrefecimento, o motor tende a superaquecer e gerar os mesmos problemas que citamos acima. Por outro lado, quando a temperatura está baixa demais, o motorista tem dificuldades de ligar o carro e pode perder potência.
Os sistemas de exaustão e elétrico serão explicados a frente.

iii. O que é feito na revisão dos sistemas de motorização?
— Revisão do líquido de arrefecimento (água do radiador)
O líquido é o responsável pela transmissão de calor do motor para fora, deixando-o em temperatura adequada para o trabalho. Por isso, o reservatório de arrefecimento deve estar preenchido entre o mínimo e o máximo.
FREQUÊNCIA: Importante fazer a verificação sempre que possível. Para a troca, a regra geral é fazer a cada 10 mil quilômetros.

— Revisão do nível de óleo do motor
Essa é uma das partes mais importantes da revisão veicular. Tanto a falta quanto o excesso de óleo podem danificar seriamente o motor. A verificação pode ser feita utilizando da vareta – o nível deve estar entre o mínimo e máximo. Deve ser feita com o carro frio pois quando o motor está quente, o óleo estará menos viscoso e pode ainda estar circulando.
Quando o óleo está alto demais, pode vazar para outros sistemas, prejudicando seu funcionamento e entupindo outros canais. Se o nível estiver baixo demais, não cumprirá sua função e as peças se desgastarão mais rápido. Nesse caso, é melhor trocar do que completar. A mistura pode prejudicar o motor. Para fazer a troca de óleo, é melhor estar com o motor quente pois facilita o processo já que o óleo estará mais fluido.
FREQUÊNCIA: A verificação deve ser feita sempre que possível. A troca, quando estiver com o nível baixo ou passar do prazo – a cada 5 mil quilômetros – no caso de óleo mineral – e a cada 10 mil quilômetros para o sintético ou a cada seis meses independentemente de ter alcançada a quilometragem ou não.

— Troca do filtro de óleo
O filtro de óleo serve para reter impurezas que podem prejudicar o objetivo do lubrificante de reduzir o atrito entre as peças do motor.
FREQUÊNCIA: Normalmente, o filtro deve ser trocado entre 10 mil quilômetros e 15 mil quilômetros ou sempre que fizer a troca do óleo – assim as impurezas dispostas no filtro antigo não passam para fluído novo. Considere diminuir os intervalos caso o carro sofra uso intenso.

— Troca do filtro de combustível
A troca é necessária para que a bomba de combustível não sofra danos e não haja entupimento do sistema por impurezas no tanque.
FREQUÊNCIA: O filtro de combustível que retém as impurezas e os particulados do combustível que o motor consome, deve ser substituído em média a cada 15 mil quilômetros.

— Troca do filtro de ar
O filtro de ar é a peça que limpa o ar que é usado pelo motor durante a combustão para garantir que o motor não gaste mais combustível que o necessário e funcione bem.
FREQUÊNCIA: FREQUÊNCIA: Como os demais filtros, no geral também deve ser trocado a cada 15 mil quilômetros.

— Troca de correia dentada e tensionadores
As correias e tensionadores devem ser verificados em toda revisão. A vida útil depende do uso. Preste atenção em desgastes e folgas na correia dentada e nos tensionadores.
FREQUÊNCIA: A correia dentada dura em média 50 mil quilômetros, as demais correias do carro não costumam passar de 20 mil.

b) Sistema de Exaustão

i. Qual é a função do sistema de exaustão?
O sistema de exaustão é o conjunto que comporta o exaustor e o escapamento do carro. O seu objetivo é eliminar os gases nocivos produzidos durante a combustão. Ou seja, amenizar os impactos da poluição no meio ambiente e na saúde das pessoas – filtrando os poluentes. Em segundo lugar, a exaustão também proporciona conforto pois reduz o barulho do motor ao nível seguro determinado pela lei.
ii. Quais os riscos de circular com o sistema de exaustão com defeito?
Um sistema de exaustão deficiente não filtra, nem transforma os poluentes – gasosos e sonoros – em menos agressivos ao meio ambiente. Essa poluição é muito prejudicial à saúde, tanto das pessoas dentro do veículo, como na rua. É essencial que o sistema de exaustão seja checado frequentemente. Além disso, circular com problemas nesse sistema pode acarretar multas graves por mais de um item do artigo 230 do Código Brasileiro de Trânsito.

iii. O que é feito na revisão do sistema de exaustão?
Os veículos na cidade de São Paulo passam pela avaliação de emissão de poluentes na inspeção veicular. Os níveis de ruído emitidos pelo escapamento são medidos também. Por isso, o ideal é verificar as condições das peças e se existe a necessidade de fazer uma substituição.
São verificados em especial o coletor (que puxa os gases do motor), o silenciador, o abafador (responsáveis por eliminar sons graves e agudos respectivamente) e o catalisador (que faz as reações químicas para filtrar os poluentes dos gases). No geral é possível trocar apenas a peça defeituosa, mantendo o resto do sistema que estiver em bom estado.
A manutenção preventiva pode gerar diversas economias:
Evitar gastos derivados do mau funcionamento do escapamento (como o aumento de consumo de combustível).

Soldar ou reparar peças quando trincadas, o que sai mais barato que substituir.
Retirar de água que pode ter entrado na tubulação e nas peças, podendo gerar corrosão no futuro.
Prender peças que estejam mal fixadas ou encaixadas e evitar que elas sejam perdidas durante a circulação.

FREQUÊNCIA: Para minimizar riscos de gastos desnecessários, a revisão deve ser feita pelo menos a cada 20 mil quilômetros.

c) Sistema Elétrico

i. Qual é a função do sistema elétrico?
O sistema elétrico é o conjunto de componentes que providenciam, transportam e regulam a energia elétrica demandada por diversos itens do carro. As peças centrais do sistema elétrico são a bateria e o alternador. A bateria armazena a toda a energia para fornecê-la, em especial quando o carro está desligado. O alternador recarrega a bateria conforme o motor funciona.

ii. Quais os riscos de circular com o sistema elétrico com defeito?
Falhas elétricas são muito perigosas. O sistema elétrico do carro envolve uma série de dispositivos e sistemas que dependem dele para funcionar. Essas partes ou até mesmo o carro inteiro podem não funcionar, uma vez que o sistema elétrico é responsável por gerar a combustão do carro. Por esse motivo que é uma dor de cabeça quando a bateria do carro acaba ou quando um fusível queima e você não tem conhecimento de como trocar.

iii. O que é feito na revisão do sistema elétrico?
A revisão elétrica consiste na verificação de todos os componentes elétricos de um carro. É medido o alternador, a descarga da bateria, os fios de aterramento, todas as lâmpadas e fusíveis do veículo.
FREQUÊNCIA: A revisão deve ser feita uma vez por ano pelo menos ou sempre que detectar falhas nos faróis, no painel ou na ignição do veículo.

d) Sistema de Transmissão

i. Qual é a função do sistema de transmissão?
Composto basicamente por câmbio e embreagem, o sistema de transmissão é responsável por transmitir a força produzida no motor às rodas. A transmissão é composta por engrenagens, polias e eixos que realizam o trabalho para que a performance do veículo seja adequada independentemente das rotações do motor.

ii. Quais os riscos de circular com o sistema de transmissão com defeito?
A transmissão é importantíssima para que você faça as manobras no dia-a-dia, em diferentes ambientes e situações que exijam certa performance do motor. As embreagens que envolvem a transmissão fazem com que o motor não seja forçado demais, podendo passar por subidas e descidas. Quando o sistema está com defeito, o motor sofre um desgaste muito maior. Isso pode resultar nos problemas que citamos acima e ser muito desconfortável para o motorista além de poder danificar peças do motor.

iii. O que é feito na revisão do sistema de transmissão?
A caixa de câmbio nem sempre pode ser aberta, mas o profissional irá certificar que:
O óleo de câmbio (fluido de transmissão) está no nível certo e dentro da validade.
A embreagem está na altura certa em relação ao pedal.
Os engates das marchas estão ocorrendo sem dificuldades e nem barulhos.
Não há nenhuma peça trincada ou empenada.
O sistema de acionamento está funcionando conforme o esperado.
FREQUÊNCIA: A revisão deve ser feita uma vez por ano pelo menos ou sempre que sentir dificuldades ou ruídos no momento de trocar de marcha.

e) Sistemas de Suspensão e Direção

i. Qual é a função dos sistemas de suspensão e direção?
A suspensão é o sistema responsável por manter o veículo estável durante movimentação. O objetivo é absorver – a partir dos seus componentes – as irregularidades do solo. A suspensão é encarregada de manter as rodas do veículo no chão. Também auxilia o desempenho do automóvel. A direção, como o nome diz, irá conduzir o carro conforme orientação do motorista.

ii. Quais os riscos de circular com os sistemas de suspensão e direção com defeito?
A suspensão interfere na performance do veículo e na segurança dos passageiros. Como a suspensão mantém a estrutura e as rodas estáveis e aderente ao solo, o desempenho acaba sendo superior. No entanto, se a suspensão está com problemas, o motorista sentirá menos estabilidade ao dirigir. Principalmente em situações de risco, curvas ou frenagens, podendo até levar a acidentes graves.

iii. O que é feito na revisão dos sistemas de suspensão e direção?
— Verificação de molas e amortecedores
As molas e os amortecedores fazem parte do sistema de suspensão e devem ser revisados juntos. Seu papel é garantir a estabilidade do carro. Quando estão com desgastados, prejudicam a frenagem. O veículo passa a oscilar mais e os pneus ficam gastos, podem ocorrer vazamentos e aquaplanagem.
FREQUÊNCIA: O ideal é que a revisão seja feita a cada 7 mil quilômetros e a troca por volta dos 40 mil quilômetros. Lembre-se sempre de fazer a revisão, pode ser que você não precise fazer uma troca. Depende muito da intensidade do uso e dos hábitos de direção. Seu carro pode chegar até 50 mil quilômetros sem que a suspensão seja substituída.

— Alinhamento
O alinhamento regula os ângulos de direção do carro (São três: convergência, caster e camber). É muito importante porque alterações na suspensão podem gerar interferências nos ângulos de direção e prejudicar o conforto e a segurança dos ocupantes do carro.
FREQUÊNCIA: Você deve fazer o alinhamento quando perceber alguma diferença após um impacto contra pedras, guias, buracos ou outros veículos. Também quando trocar algum item da suspensão, trocar pneus, quando os pneus estiverem mais desgastados que o esperado e, principalmente, em todas as revisões periódicas definidas pelo fabricante ou pelo menos a cada 10 mil quilômetros.

— Balanceamento
O balanceamento vai restaurar o equilíbrio de peso entre as rodas, válvulas e pesos dos pneus por todos os lados do carro. Esse processo evita o desgaste excessivo e irregular de pneus e outras peças, preserva os itens da suspensão e melhora a dirigibilidade.
FREQUÊNCIA: Normalmente, é feito o balanceamento junto com o alinhamento. Isso porque eles fazem parte do sistema de suspensão, mas não possuem a mesma finalidade e nem sempre são necessários simultaneamente. É necessário em média a cada 10 mil quilômetros ou quando sentir vibrações estranhas no volante, fizer o rodízio de pneus ou passar por calçadas ou vias muito irregulares.

— Troca de Pneus e Revisão do Estepe
Caso os pneus estejam com desgaste irregular, com bolhas, furados, ressecados, rasgados e/ou velhos e desgastados, pode ser necessário trocá-los para assegurar a aderência deles ao solo e sua segurança. Isso previne que eles te deixem na mão em momentos cruciais e prejudiquem outras peças do carro.
Lembre-se de sempre calibrar os pneus. Isso garante melhor desempenho e aumenta a sua vida útil.

FREQUÊNCIA: Os pneus possuem uma sinalização chamada TWI que mostra quando o desgaste está excessivo. Quando atingir o marcador, ou apresentar alguma das falhas mencionadas, chegou a hora de trocar os pneus. Em condições normais, costuma ser necessária a troca a cada 60 mil quilômetros ou de 6 a 10 anos.

f) Sistema de Freios

i. Qual é a função do sistema de freios?
O sistema de frenagem, ou freio, é responsável por reduzir a velocidade do veículo até que ele pare, garantindo a segurança dos passageiros e motorista.

ii. Quais os riscos de circular com o sistema de freios com defeito?
Os freios são dispositivos de segurança. Se os seus freios não funcionam, você não será capaz de parar ou reduzir a velocidade em nenhuma situação, nem naquelas de alto risco. É pela sua segurança e dos demais ocupantes do carro que é tão importante fazer a manutenção dos freios.

iii. O que é feito na revisão do sistema de freios?
— Troca de fluído de freio
O fluido de freio tem a função de transmitir a força do pedal para as rodas, evitando falhas durante a frenagem. Também absorve a umidade do ambiente, evitando a ferrugem no sistema. Não deve evaporar, e nem perder volume. Ou seja, se acontecer, você deve procurar um mecânico e sinalizar para que sejam procurados vazamentos.
FREQUÊNCIA: A troca do líquido deve ser feita entre 10 mil e 20 mil quilômetros.

— Revisão de peças
O sistema de freios foi desenvolvido para render o máximo possível com o mínimo de manutenção. Por isso costumam durar mais que muitas peças. No entanto, o uso intenso pode causar muitos desgastes, o que pode colocar em risco a segurança dos ocupantes do carro. Todas as peças – discos, pastilhas, servo freio, lonas, cilindros mestres, sapatas e pinças – devem ser revisadas a procura de desgaste excessivo e rompimentos.
FREQUÊNCIA: A revisão deve ser feita pelo menos a cada 10 mil quilômetros. Caso haja alguma anormalidade, a peça precisa ser trocada imediatamente.

g) Sistemas de Injeção Eletrônica e de Ignição

i. Qual é a função dos sistemas de Injeção Eletrônica e de Ignição?
A ignição é o sistema que gera o fogo para inflamar a mistura ar-combustível nos motores à combustão. Já a injeção eletrônica tem a função de melhorar o rendimento do motor por medição de sensores e controle eletrônico de partes do motor.

ii. Quais os riscos de circular com os sistemas de Injeção Eletrônica e de Ignição com defeito?
O sistema de injeção debilitado não é capaz de despejar a quantidade adequada de combustível. Portanto o consumo fica desregulado e o desempenho do carro prejudicado. Já ignição, se não funcionar, não permite que o motor comece a trabalhar. Portanto, se não existe a ação da ignição, a mistura de ar e combustível fica parada no cilindro sem utilidade nenhuma e o carro não liga.

iii. O que é feito na revisão dos sistemas de Injeção Eletrônica e de Ignição?
— Revisão dos cabos e velas
Quando os cabos e velas estão desgastados, o carro pode ter problemas para funcionar. Principalmente durante o aumento da velocidade e na partida. O consumo de combustível também aumenta junto com a emissão de poluentes. A manutenção preventiva também evita o desgaste prematuro e ainda economiza com o valor dos reparos.
FREQUÊNCIA: Devem ser verificados a cada 30 mil quilômetros.

— Varredura e limpeza do sistema de injeção eletrônica
O sistema de injeção eletrônica precisa passar por limpezas e vistorias frequentes. Mesmo que o combustível seja de boa qualidade, sempre acaba deixando resíduos nos bicos injetores – seja resultado da queima de combustível ou por impurezas que se acumularam no interior das peças.
FREQUÊNCIA: A revisão e a limpeza dos bicos deve ser feita pelo menos a cada 20 mil quilômetros.

h) Itens de Segurança

i. Qual é a função dos itens de segurança?
Os itens de segurança do carro tem a função de evitar ou minimizar os riscos e efeitos de um acidente. Também procuram reduzir os impactos das lesões ao condutor e passageiros quando o impacto não pôde ser evitado. Podemos dividi-los dois grupos: os dispositivos de segurança ativa e os de segurança passiva.
Segurança Ativa: procura minimizar as possibilidades de um acidente acontecer. Tudo que tenta evitar o acidente é de segurança ativa, como: travões, pneus, suspensão, vidros e espelhos, sistema de apoio à condução (estabilidade e tração), sistema de travagem (ABS, Break Assist), aerodinâmica, ergonomia, iluminação (faróis), sistema de multimídia estrategicamente localizados,

Segurança Passiva: dispositivos que procuram minimizar os impactos do acidente nos ocupantes do veículo. Para desenvolver carros mais seguros, os engenheiros realizam os famosos testes que simulam acidentes com bonecos de teste. Independentemente da gravidade do impacto, todos os testes partem do pressuposto de que o todos os ocupantes estão usando cinto de segurança, sendo então o item mais importante de segurança passiva. Além dele, os carros contam com: airbags laterais e frontais, barras protetoras nas portas, carroceria desenvolvida para absorver os impactos e manter o interior preservado, bancos que evitam que as extremidades do condutor afundem nos pedais, coluna de direção retrátil e encostos de cabeça reguláveis.

ii. Quais são os riscos de circular com itens de segurança com defeito?
Os itens de segurança são um tanto quanto autoexplicativos. Tanto no sistema passivo, quanto no ativo, as falhas significam que de alguma maneira a sua segurança está em risco, seja na possibilidade uma colisão ou nas chances de ser assaltado. Com segurança não se brinca.

iii. A revisão do sistema de segurança?
Obviamente, muitos dos serviços já mencionados nos outros sistemas são também parte da garantia da segurança dos condutores e passageiros. Abaixo listamos os verificações não mencionadas anteriormente.

— Revisão do filtro do ar condicionado
O filtro do ar condicionado é quem purifica o ar que os ocupantes do carro respiram. A troca deve ser feita para não acumular fungos e bactérias nocivas à sua saúde.

FREQUÊNCIA: Como os demais filtros do carro, a troca é indicada a cada 15 mil quilômetros.

— Revisão das luzes
A revisão das luzes é mais simples de ser feita. Se alguma luz do carro não estiver funcionando, você perceberá. Importante no momento da troca investigar a causa para não perder a lâmpada nova rapidamente.
FREQUÊNCIA: Só quando alguma luz parar de funcionar.

— Airbags
O airbag é muito importante para a sua segurança no momento de um acidente pois protege condutor e passageiros de impacto contra lesões.
FREQUÊNCIA: Ele é desenvolvido para durar cerca de 15 anos, mas às vezes o sistema de acionamento pode estar falho. Então vale a pena sempre checar se está tudo funcionando quando for fazer revisão veicular e acompanhar os recalls do seu modelo.

— Vidros do carro
Os vidros absorvem o impacto durante um acidente, protegem o condutor e passageiros de atritos e vento forte, além de ser uma proteção contra roubos. É imprescindível que esteja em boas condições, limpos e sem rachaduras.
FREQUÊNCIA: Só quando estiver com alguma trinca ou com mal funcionamento.

— Extintor de incêndio
É uma peça que pode ser bastante útil para a sua segurança em meio a um acidente.
FREQUÊNCIA: Sempre verifique o extintor de incêndio em revisões veiculares.

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